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O dinheiro que já está na clínica

Por que o procedimento mais caro da sua clínica pode ser o menos lucrativo

Faturamento por procedimento não diz quase nada. O que decide é o que sobra por hora de estrutura ocupada.

3 min de leitura

Toda clínica sabe qual é o procedimento de maior valor na tabela. Quase nenhuma sabe qual é o mais lucrativo.

São coisas diferentes, e a diferença costuma ser grande o bastante para mudar a estratégia da clínica inteira.

O que o preço esconde

Um procedimento tem preço. Mas ele também tem tempo de sala, tempo de equipe, material, depreciação de equipamento, repasse ao profissional que executa e carga tributária. Quando tudo isso entra na conta, o que sobra pode não ter nenhuma relação com o valor cobrado.

O erro está em olhar a margem por procedimento em vez de olhar a margem por hora.

Uma clínica não vende procedimentos. Vende horas de estrutura clínica ocupada. Sala, equipe, equipamento e agenda são recursos finitos, e cada hora entregue a um procedimento é uma hora que não está disponível para outro.

Um exemplo hipotético

Os números abaixo são ilustrativos e servem só para mostrar a mecânica.

Exemplo ilustrativo

Procedimento complexo

Preço
R$ 10.000
Tempo de sala
4 horas
Material, equipamento e repasse
altos
Sobra
R$ 1.200

R$ 300 por hora

Procedimento simples

Preço
R$ 1.500
Tempo de sala
40 minutos
Material simples, sem repasse
Sobra
R$ 600

R$ 900 por hora

O procedimento de dez mil reais parece o melhor negócio da clínica. Na conta por hora, ele rende um terço do outro.

O que isso muda na prática

Três decisões mudam quando esse número existe.

Preço. Um procedimento com margem por hora baixa não está necessariamente mal precificado. Mas você passa a saber que ele precisa ser reajustado, acelerado ou reposicionado, em vez de continuar sendo tratado como carro-chefe.

Agenda. Saber quais procedimentos rendem mais por hora muda a lógica de encaixe, de bloqueio de agenda e de qual profissional atende o quê.

Investimento em marketing. Divulgar o procedimento errado é a forma mais cara de crescer. Anúncio que enche a agenda de um procedimento de margem baixa aumenta o faturamento e aperta o resultado.

O procedimento discreto que sustenta o mês

O resultado mais comum desse tipo de análise é o inverso do esperado. Procedimentos simples, rápidos e de ticket modesto costumam aparecer no topo da lista por hora. Eles não têm prestígio, não aparecem no material de divulgação e raramente são o motivo de orgulho da clínica.

Mas são eles que pagam a estrutura.

Isso não significa abandonar o procedimento complexo. Significa saber o papel de cada um. Alguns pagam a conta, outros posicionam a clínica, outros abrem porta para tratamentos maiores. O problema não é ter procedimento de margem baixa. É não saber qual é qual.

Como chegar nesse número

Não é uma conta difícil, mas é uma conta trabalhosa.

A maior parte das clínicas não faz porque o levantamento consome tempo e o resultado só aparece no fim. É exatamente o tipo de trabalho que vale ser feito uma vez e comparado a cada ciclo.

O Lucro Clínico mede qual procedimento paga a estrutura.

Você passa a saber qual sustenta o mês e qual só parece sustentar. A primeira conversa é gratuita.